
O Sindicato da Indústria Florestal de Curitibanos (SIFC) informa que o BNDES já começou a liberar linhas de crédito para empresas industriais que sofreram impactos do recente “tarifaço”. A medida pode representar importante alívio para o setor industrial e florestal local, que integra cadeias exportadoras afetadas pelas tarifas elevadas impostas a produtos brasileiros no mercado externo.
O que está sendo oferecido
- O montante total disponível é de R$ 40 bilhões por meio do Plano Brasil Soberano: sendo R$ 30 bilhões via Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões de recursos próprios do BNDES.
- As linhas de crédito destinam-se a financiar capital de giro, investimentos em adaptação produtiva, aquisição de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.
- Empresas de todos os portes atingidas por tarifas de 50% têm direito, desde que seu faturamento bruto com exportações aos Estados Unidos represente pelo menos 5% do faturamento total no período entre julho de 2024 e junho de 2025.
Tipos de linhas disponíveis
As opções para acessar os recursos são as seguintes:
- Capital de Giro – cobertura de despesas operacionais.
- Giro Diversificação – apoio para explorar novos mercados.
- Bens de Capital – para compra de máquinas e equipamentos.
- Investimento – para inovação tecnológica, adaptação de produtos/processos, serviços ou adensamento da cadeia produtiva.
Além disso, existe a linha Crédito Indústria 4.0, com recursos de R$ 10 bilhões pelo BNDES e R$ 2 bilhões da FINEP, voltada à modernização industrial.
Condições importantes
- Os financiamentos virão com cláusula de manutenção de empregos.
- As empresas interessadas já podem procurar seus agentes financeiros ou diretamente o BNDES para saber como participar e acessar os recursos.
Onde buscar informações e como solicitar
As empresas que desejam acessar as linhas de crédito já podem:
- Procurar seus bancos de relacionamento e demais agentes financeiros credenciados pelo BNDES, que estão aptos a oferecer as condições anunciadas.
- Consultar diretamente o portal do BNDES (www.bndes.gov.br) para mais detalhes sobre as linhas disponíveis, requisitos e documentação necessária.
- Entrar em contato com a FIESC e com o SIFC, que estão disponíveis para orientar as indústrias na busca por informações e encaminhamentos.
Impacto para o setor florestal de Curitibanos
Para as empresas do setor florestal da região, esses créditos podem:
- Auxiliar em ajustes necessários na produção para atender exigências internacionais mais rígidas, seja sob o aspecto tarifário ou regulatório.
- Permitir investimento em maquinário e melhorias tecnológicas que elevem a eficiência e competitividade.
- Ampliar a diversificação de mercados de exportação, reduzindo dependência de clientes ou regiões específicas que sofreram impacto com tarifas.
- Contribuir para manter os empregos locais, preservando a cadeia de valor florestal, inclusive fornecedores, transportadoras e indústrias de transformação.
O que fazer para aproveitar
Empresas interessadas no setor florestal devem:
- Verificar se atendem ao requisito de exportações (≥ 5%) no período estipulado.
- Avaliar junto à contabilidade os impactos do tarifaço e identificar onde investimentos ou adaptações são urgentes.
- Consultar agentes financeiros de confiança ou contato direto com o BNDES para obter orientações específicas sobre cada linha.
- Elaborar planos de investimento ou modernização que se alinhem às linhas de crédito disponíveis (capital de giro, adaptação produtiva, Indústria 4.0 etc.).
O SIFC entende que essa medida do governo, via BNDES, representa uma resposta importante ao desafio imposto pelas tarifas internacionais. Encorajamos nossas associadas a buscarem essas oportunidades para fortalecer o setor industrial e florestal de Curitibanos, preservando empregos, competitividade e sustentabilidade.
Com informações da FIESC e do BNDES
