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Proposta que trata da escala 6x1 avança no Congresso e pode ser votada na Câmara ainda em abril; setor produtivo defende análise responsável dos impactos econômicos

A proposta de redução da jornada semanal de trabalho e possíveis mudanças na escala 6x1 voltaram ao centro do debate nacional. O tema está em discussão no Congresso Nacional e envolve diferentes perspectivas sobre seus efeitos para trabalhadores, empresas e para a economia do país.

De acordo com informações divulgadas recentemente, o relator da proposta na Câmara dos Deputados, deputado Paulo Azi, pretende apresentar seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda no mês de abril, etapa que analisa a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Segundo o parlamentar, eventuais mudanças na jornada de trabalho deverão prever um período de transição, para que empresas e setores produtivos possam se adaptar gradualmente às novas regras.

 

Impactos podem ser significativos para Santa Catarina

Estudos apresentados por entidades industriais indicam que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, pode gerar aumento relevante nos custos das empresas.

Levantamento divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) aponta que a mudança poderia representar um custo adicional anual de aproximadamente R$ 17,1 bilhões para as empresas catarinenses, colocando o estado entre os mais impactados do país. Além disso, estimativas indicam que o custo do trabalho pode aumentar de forma significativa, o que tende a gerar reflexos na competitividade das indústrias e na dinâmica da economia.

 

Propostas em discussão no Congresso

Atualmente, diferentes propostas tramitam no Congresso Nacional tratando do tema. Algumas defendem a redução da jornada para 40 horas semanais, enquanto outras sugerem mudanças mais profundas, com redução gradual até 36 horas semanais e dois dias de descanso, substituindo o modelo atual de seis dias de trabalho para um de folga.

Em algumas propostas, a redução seria progressiva, com diminuição gradual da carga horária ao longo de vários anos.

 

Possíveis reflexos no emprego e na atividade produtiva

Representantes do setor produtivo destacam que mudanças na jornada de trabalho precisam considerar os impactos sobre a estrutura de custos das empresas e sobre a geração de empregos.

Estudos indicam que alterações abruptas na jornada podem afetar a atividade econômica, a produtividade e a competitividade de setores industriais, especialmente em segmentos intensivos em mão de obra.

Por isso, entidades empresariais defendem que qualquer mudança seja debatida com base em dados técnicos e na realidade dos diferentes setores da economia.

 

Diálogo com representantes políticos é fundamental

Diante do avanço das discussões no Congresso, o setor produtivo reforça a importância de manter diálogo permanente com representantes políticos.

A participação ativa de empresários e entidades nas discussões públicas permite apresentar estudos e dados que demonstram os possíveis impactos das propostas sobre as empresas, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico.

O objetivo é contribuir para decisões equilibradas, que considerem tanto as demandas sociais quanto a sustentabilidade das atividades produtivas e da economia brasileira.