
O acordo entre Mercosul e União Europeia, que prevê a eliminação de tarifas para mais de 80% das exportações brasileiras ao bloco europeu, marca um novo momento para a indústria nacional — especialmente para setores com forte vocação exportadora, como o florestal e madeireiro.
Com a redução gradual das tarifas, produtos brasileiros passam a ter acesso mais competitivo a um dos maiores mercados consumidores do mundo, ampliando significativamente o potencial de negócios internacionais.
Setor florestal entre os beneficiados
A cadeia de base florestal, que inclui madeira, celulose e seus derivados, está inserida no grupo de produtos contemplados pelo acordo, com destaque para os itens industrializados.
Como cerca de 93% dos produtos beneficiados pertencem ao setor industrial, empresas que atuam com maior valor agregado — como madeira processada, painéis e móveis — tendem a ser as mais favorecidas nesse novo cenário.
Esse movimento reforça uma tendência já presente no setor: a valorização da industrialização como estratégia de competitividade no mercado externo.
Para Santa Catarina, que possui uma base florestal consolidada e forte presença na exportação de produtos madeireiros, o acordo representa uma oportunidade concreta de expansão, geração de valor e fortalecimento da indústria regional.
Sustentabilidade como diferencial estratégico
Além dos benefícios comerciais, o acordo também reforça a importância da sustentabilidade nas relações internacionais.
A União Europeia possui critérios rigorosos relacionados à origem e ao impacto ambiental dos produtos, o que torna a rastreabilidade e as certificações ambientais fatores cada vez mais relevantes.
Nesse contexto, empresas do setor florestal que já adotam boas práticas e possuem certificações tendem a sair na frente, consolidando-se como fornecedoras competitivas e alinhadas às exigências globais.
Um momento estratégico para o setor
O acordo Mercosul–União Europeia representa um avanço importante para a indústria brasileira e abre novas perspectivas para o setor florestal e madeireiro.
Mais do que ampliar mercados, esse cenário reforça a necessidade de investimento em inovação, sustentabilidade e competitividade — pilares essenciais para o crescimento sólido e sustentável da indústria.
