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A indústria catarinense acompanha com atenção as recentes mudanças no cenário internacional e os avanços na infraestrutura logística do Estado. Temas como a possível elevação das tarifas de importação pelos Estados Unidos, a busca por novos mercados na Europa e os investimentos em acessos portuários ganham relevância para setores exportadores, incluindo a cadeia florestal e madeireira.

Taxação dos EUA preocupa exportadores catarinenses

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação com a possibilidade de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. A medida pode reduzir a competitividade dos produtos catarinenses no mercado norte-americano, afetando diretamente setores com forte vocação exportadora. Segundo a entidade, a elevação dos custos pode provocar perda de mercado, redução de investimentos e impacto na geração de empregos.

Para a indústria florestal, que possui importante participação nas exportações de madeira processada, painéis, papel e outros derivados, o cenário reforça a necessidade de diversificação de mercados e fortalecimento da presença internacional.

Europa surge como alternativa estratégica

Diante das incertezas no mercado norte-americano, a FIESC tem intensificado ações voltadas à internacionalização das empresas catarinenses. Uma das iniciativas recentes destaca o Porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, como um hub logístico estratégico para ampliar o acesso da indústria catarinense ao mercado europeu e a outras regiões do mundo. A entidade também tem promovido parcerias e suporte técnico para auxiliar empresas na expansão de suas operações internacionais.

A estratégia abre novas oportunidades para empresas da cadeia florestal, especialmente em um momento em que a diversificação de destinos comerciais se torna fundamental para reduzir riscos e ampliar a competitividade.

Melhorias no acesso ao Porto de São Francisco do Sul fortalecem a logística

No campo da infraestrutura, uma importante obra foi anunciada para o acesso ao Porto de São Francisco do Sul, principal complexo portuário catarinense em movimentação de cargas. Serão implantadas novas faixas na BR-280 e melhorias na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, aumentando a fluidez do tráfego de caminhões e reduzindo gargalos logísticos. O projeto prevê cerca de 1,4 quilômetro de novas pistas, contribuindo para maior eficiência no transporte de mercadorias.

Para a indústria florestal, que depende de corredores logísticos eficientes para o escoamento da produção destinada aos mercados nacional e internacional, os investimentos representam um avanço importante na redução de custos operacionais e no aumento da competitividade.

Cenário exige adaptação e visão estratégica

A combinação entre desafios comerciais internacionais e melhorias na infraestrutura logística reforça a importância do planejamento estratégico para as empresas do setor florestal. Enquanto as barreiras comerciais exigem atenção e busca por novos mercados, os investimentos em logística fortalecem a capacidade de Santa Catarina de manter sua posição como um dos principais polos exportadores do país.

O momento exige acompanhamento constante das mudanças globais e aproveitamento das oportunidades que surgem em mercados alternativos, garantindo maior segurança e sustentabilidade para o crescimento da indústria catarinense.

Fonte: FIESC e ND Mais.