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As indústrias brasileiras que atuam no mercado internacional passam a contar com novas oportunidades para fortalecer sua competitividade. Ao mesmo tempo, empresas exportadoras de madeira precisam se preparar para atender às novas exigências ambientais da União Europeia, que entrarão em vigor ainda em 2026.

As duas medidas impactam diretamente o setor florestal e reforçam a importância do planejamento, da conformidade legal e da competitividade internacional.

Nova lei moderniza financiamento às exportações

A Lei nº 15.359/2026 moderniza o sistema brasileiro de apoio oficial ao crédito à exportação, reduzindo burocracias e ampliando o acesso das empresas a instrumentos de financiamento, garantias e seguro de crédito.

Entre os principais avanços estão:

  • ampliação do acesso ao crédito para exportação;
  • fortalecimento do Fundo de Garantia à Exportação (FGE);
  • modernização dos instrumentos de seguro de crédito;
  • criação de um portal único para solicitação de financiamentos;
  • redução de entraves burocráticos para empresas exportadoras.

A expectativa é de que micro, pequenas e médias empresas sejam as principais beneficiadas, ampliando sua participação no comércio internacional e conquistando novos mercados.

Segundo especialistas da FIESC e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), um dos principais desafios enfrentados pelas empresas brasileiras é justamente o acesso ao financiamento das exportações. Com a nova legislação, o país passa a contar com mecanismos mais modernos, maior segurança jurídica e melhores condições para competir no mercado externo.

Exportadores de madeira terão novas obrigações para vender à União Europeia

Além das mudanças relacionadas ao financiamento, as empresas do setor florestal devem estar atentas ao Regulamento Europeu para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que começará a ser aplicado ainda em 2026.

A nova regulamentação exigirá que produtos como madeira e seus derivados sejam acompanhados de informações que comprovem sua origem legal e demonstrem que não estão associados ao desmatamento.

Entre as exigências previstas estão:

  • rastreabilidade completa da cadeia produtiva;
  • comprovação da origem da matéria-prima;
  • informações geográficas das áreas de produção;
  • realização de procedimentos de diligência (due diligence);
  • manutenção de documentação comprobatória para fiscalização.

O objetivo da União Europeia é assegurar que produtos importados estejam alinhados às políticas internacionais de sustentabilidade e combate ao desmatamento.

Para as empresas brasileiras, a adequação antecipada representa uma oportunidade de fortalecer sua posição em um dos mercados mais importantes para os produtos florestais.

Competitividade e sustentabilidade caminham juntas

A combinação entre melhores condições de financiamento e o atendimento às novas exigências internacionais reforça um cenário em que competitividade, inovação e sustentabilidade passam a caminhar lado a lado.

Empresas que investirem em gestão, rastreabilidade e conformidade ambiental estarão mais preparadas para aproveitar oportunidades no mercado externo e ampliar sua presença internacional.

SIFC acompanha mudanças que impactam o setor

O Sindicato da Indústria Florestal de Curitibanos (SIFC) acompanha permanentemente as mudanças legislativas e regulatórias que afetam o setor florestal, buscando manter suas empresas associadas informadas sobre oportunidades, desafios e novas exigências do mercado.

O acompanhamento dessas atualizações permite que as indústrias estejam preparadas para aproveitar os benefícios das novas políticas de incentivo às exportações e atender às exigências dos mercados internacionais com maior segurança e competitividade.