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A confirmação de uma nova tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos acendeu um alerta entre as indústrias exportadoras. A medida, anunciada pelo governo norte-americano, pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional e gerar reflexos importantes sobre a economia, especialmente em estados com forte vocação exportadora, como Santa Catarina.

Os Estados Unidos figuram entre os principais destinos das exportações catarinenses de produtos industrializados, incluindo itens da cadeia florestal, madeira e seus derivados. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), a nova rodada de tarifas tende a ampliar os desafios enfrentados pelas empresas exportadoras e pode afetar diretamente investimentos, produção e geração de empregos no estado.

FIESC alerta para impactos sobre a economia catarinense

Estudo divulgado pela FIESC aponta que o segundo ciclo de tarifas deverá produzir efeitos semelhantes aos observados na primeira rodada de sobretaxas. Entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, as exportações catarinenses para os Estados Unidos registraram queda expressiva, reduzindo significativamente o volume de vendas ao mercado norte-americano.

A entidade também destaca que Santa Catarina deixou de gerar cerca de 7,6 mil empregos formais durante o primeiro período de vigência das tarifas, e a expectativa é de que a nova medida mantenha a pressão sobre a atividade industrial e sobre a competitividade das empresas exportadoras.

Setores exportadores devem enfrentar novos desafios

A nova tarifa adicional de 25% incide sobre uma ampla gama de produtos brasileiros, principalmente manufaturados, aumentando o custo de entrada desses itens no mercado norte-americano.

Embora alguns produtos permaneçam excluídos da medida, diversos segmentos industriais poderão sofrer impactos diretos, especialmente aqueles com maior participação nas exportações para os Estados Unidos. Entre os setores potencialmente afetados estão a indústria de máquinas e equipamentos, móveis, produtos manufaturados e parte da cadeia florestal, que mantém importante relação comercial com o mercado americano.

Governo brasileiro busca alternativas

Diante da confirmação das novas tarifas, o governo brasileiro informou que continuará buscando o diálogo diplomático e comercial para minimizar os impactos da medida e preservar a competitividade das exportações nacionais.

Especialistas avaliam que ainda existe espaço para negociações entre os dois países, embora as novas tarifas já representem um cenário de maior cautela para as empresas brasileiras que atuam no comércio exterior.

SIFC orienta empresas a acompanhar o cenário internacional

O Sindicato da Indústria Florestal de Curitibanos (SIFC) acompanha atentamente os desdobramentos relacionados ao comércio internacional e às medidas que possam afetar a competitividade da indústria florestal brasileira.

Para as empresas exportadoras, o momento reforça a importância do planejamento estratégico, da diversificação de mercados e do acompanhamento permanente das mudanças no cenário econômico internacional.

O SIFC continuará divulgando informações relevantes para manter suas empresas associadas atualizadas sobre os impactos das políticas comerciais e as oportunidades para o fortalecimento da indústria florestal.